Como eu viajo: Luiza Brasil, comunicadora e empresária

Viagens fazem parte da rotina da comunicadora nascida em Niterói Luiza Brasil. Por conta de seu projeto MequeTrip, em que viaja o mundo para conhecer novas culturas, pessoas e peculiaridades locais, ela passa mais tempo no avião do que em seu apartamento em São Paulo. Nos últimos meses, vivenciou do carnaval de Barbados à cultura quilombola do Maranhão.

Agora, no mês da Consciência Negra, data comemorada no dia 20/11, a apresentadora do podcast Hora da Brasil e colunista da Revista Glamour escolheu ir para a África do Sul em busca das similaridades e diferenças em torno da cultura diaspórica, tudo a partir de trocas com personagens locais, gastronomia, cultura, moda e consciência ambiental.

Horas antes de partir para o aeroporto de Guarulhos, ela falou com o guia além sobre como costuma viajar.

Qual é o seu tipo de viagem favorito?

Gosto daquelas que contemplam um pouco de tudo: que eu conheça novos destinos e também consiga me conectar com as pessoas que vivem lá. Recentemente estive em Alcântara, no Maranhão, e acabei me envolvendo com a história do local. As origens da minha família são de lá, então foi bem especial.

Visitei quilombolas como o Quilombo de Itamatatiua, comunidade que existe há 308 anos e é conhecida por seu trabalho com argila manual. Durante a experiência, tive contato com mulheres fortes e que me dão muito orgulho.

Luiza Brasil dá dicas de viagem
No Quilombo de Itamatatiua, no Maranhão

Como normalmente são as horas que antecedem a viagem?

Um caos. Para eu me dar o luxo de viajar, seja a lazer ou a trabalho, preciso conciliar muita coisa e ser estratégica para não deixar nenhuma pendência e conseguir curtir a viagem sem preocupações. Documentos como passaporte e carteira de vacinação eu sempre checo primeiro para não ter surpresas, mas o resto, como a organização da mala eu deixo para a véspera. Até porque, eu sei fazer malas bem.

Conte mais sobre isso…

Eu posso dizer que sei fazer uma boa mala. Não sou daquelas que leva biquini para a neve, sabe? Eu estudo bem o cronograma da viagem e sou certeira na escolha das peças. Por exemplo, agora na África do Sul eu sei que vou andar bastante na rua, então estou levando alguns tênis. Também gosto de pesquisar o que as pessoas do destino usam. Sei que lá tem bastante alfaiataria e que gostam de cores neutras – apesar de o pessoal achar que na África a galera só usa cores fortes.

 

Luiza Brasil dá dicas de viagem
Em Niterói, sua cidade natal

O que não falta na sua mala de mão?

Um bom livro. É em viagens que consigo terminar minhas leituras. Também nunca deixo de levar meus florais e uma mantinha de onça para dormir no avião. É uma delícia. Normalmente eu estou tão cansada que durmo muito fácil durante os voos.

Você é daquelas que chegam com antecedência no aeroporto ou costuma ter o nome chamado no alto falante?

Eu chego com muita antecedência. Acho que peguei esse costume em viagens com meus pais, que são mais velhos e não conseguem sair correndo de um lado para o outro. E eu acho isso ótimo. Chego com tempo para fazer tudo com calma, despachar as malas e relaxar antes do voo.

Quando tem conexão você gosta de sair do aeroporto?

Eu gosto de sair se eu tiver mais de 8 horas lá. Conheci a Cidade do México numa conexão de 12 horas e foi muito legal. Deu para fazer vários passeios.

Menos de 8 horas eu já acho arriscado, porque tem toda a função de voltar com pressa, passar pela área de segurança do aeroporto, raio-x e etc, e isso toma muito tempo.

Para você, qual é o maior perrengue de viagem?

Com certeza o fuso horário. A adaptação é sempre chatinha. Uma dica de um amigo e que tenho colocado em prática ultimamente é me organizar para respeitar o horário local desde a chegada. Então se for horário do almoço ou do jantar lá, eu vou comer mesmo que na mesma hora no Brasil isso não faça sentido. É um jeito de entrar logo no esquema e também não perder tempo lá dormindo, por exemplo. Mas é claro que sempre me programo para pegar leve no primeiro dia e não fazer muitas coisas.

Luiza Brasil dá dicas de viagem
No Marrocos

Você tem alguma mania antes de viajar?

Eu faço playlists para entrar no clima do destino e pesquiso no Instagram pessoas legais e influenciadores do local para entrar em contato. É um jeito de pegar dicas fora do comum e também conhecer mais sobre os moradores e a região.

O que é viajar bem para você?

Se despir de preconceito e estar aberta a vivenciar o lugar e conhecer coisas novas.


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Como eu viajo é uma seção do guia além para contar os costumes e manias de pessoas legais na hora de viajar. Veja outros posts aqui.

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