Bate e volta para surfar em São Paulo é possível: Natália Leão indica suas praias favoritas

Quando eu digo que moro em São Paulo, não tenho casa no litoral e mesmo assim desço para surfar pelo menos uma vez por semana, as pessoas me acham maluca. De fato é meio incomum, mas o bate-volta para surfar é o que mantém minha saúde física e mental.

Agora que sou minha própria chefe ficou mais fácil conciliar o trabalho ao surfe sem precisar madrugar, mas durante anos eu acordava antes do sol nascer, colocava minha prancha no carro, um galão de água da torneira (no inverno água da torneira aquecida em panela de pressão) para o banho na calçada e partia pro meu bate-volta.

Ao longo desses anos fui aprendendo uns truques para facilitar a função:

_Ter troca de roupa fácil no carro para se vestir em qualquer lugar;

_Shampoo, condicionador e sabonete líquido para não chegar cheia de areia no trabalho;

_Levar comidinhas fáceis para não cair dura de fome na volta;

_Olhar a previsão de ondas na noite anterior pra não quebrar a cara;

_Escolher praias de fácil acesso e calcular muito bem o tempo de execução da missão (tempo de estrada na ida + tempo de surfe + tempo de se arrumar + tempo de estrada da volta + uma brechinha de pelo menos meia hora para imprevistos).

 

Onde surfar em São Paulo

 

Sobre as praias: Aqui em São Paulo, a cidade do Guarujá é minha favorita pra bate-volta porque em uma hora e meia dá pra chegar e tem praias que recebem diferentes ondulações, então é raro não ter onda. Lá, minhas favoritas são:

Praia do Tombo

Ainda protegida dos prédios à beira mar, tem um visual lindo e a faixa de areia fica bem tranquila durante a semana. Também não tem muitos banhistas – nada pessoal, mas desviar deles com a prancha no verão pode ser complicado – e é perfeita para quem curte ondas mais rápidas. Em dias de ondulação adequada, pode ficar bem grande (nesses dias eu não estarei lá, rs). Ah, perto da praia tem um coworking bem legal chamado Casa Tropical, e é uma boa pra quando preciso emendar o surfe com uma reunião.

Guaiúba

Ela é afastada do centro e costuma ter poucos surfistas porque não tem muita constância de ondas. O que ninguém conta é que quando as condições estão boas Guaiúba é um sonho de ondas longas, pouco crowd e tranquilidade.

Astúrias

Aqui não tem jeito de escapar do crowd intenso. Quase sempre tem uma multidão disputando ondas e, ainda, brigando por espaço com os banhistas. Mas vale a pena porque é uma onda divertidíssima, longa e, geralmente, gorda. Tem, na mesma praia, uma variação de ondas boas para principiantes até surfistas avançados – é só ir remando de um lado para o outro da praia e a onda vai mudando. Aqui também rolam escolinhas de surfe pra quem quer começar, mais estrutura com estacionamento, bares e quiosques.

São Pedro

Para ir até São Pedro precisa estar com um pouco mais de tempo porque do Centro do Guarujá até lá vão mais uns 50 minutos de carro. Tem mais: São Pedro é um condomínio, então, se você chegar muito tarde não consegue entrar com o carro. O lado bom é que quase não tem banhista, as ondas são incríveis e o lugar é uma paz: nada de quiosque (levar comida e água é uma boa), vendedor ambulante, som alto. É um daqueles poucos lugares onde tem mais surfista que gente na areia.

Onde surfar em São Paulo


Sobre a viajante:

 

*Natália Leão. Sou jornalista e apaixonada por esportes. Por sorte e boa dose de insistência, consegui juntar CPF e CNPJ e me especializei na produção de conteúdos sobre esportes para veículos editiorias e marcas. Já corri meias maratonas, fiz wind surf, travessias a nado em águas abertas. Hoje o surfe e o tênis são meus esportes semanais. Também sou madrasta da Amanda, minha pequena grande menina de 7 anos que já anda descendo umas ondinhas de bodyboard por aí.

“Viajar bem, para mim, é voltar melhor do que cheguei, conseguir esvaziar a cabeça, me reenergizar. E não precisa de muita coisa não, viu: tendo contato com a natureza, só peço uma boa cama, chuveiro quentinho, comida e cerveja gelada.”


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