Como é se hospedar no Altar Prainha, a nova casa de Facundo Guerra

 

Se você acompanha nossos conteúdos, provavelmente lembra do post que fizemos sobre o Altar, a casa flutuante na represa de Jaguari, em São Paulo, que tem o empresário Facundo Guerra como um dos fundadores. O local, inaugurado pouco antes da pandemia (assim como a Além!), virou sensação no Airbnb, principalmente entre aqueles que desejam dias de descanso fora da correria da cidade. Agora, Facundo acaba de inaugurar o Altar Prainha, casa vizinha à flutuante e com todo o charme que fez da primeira um grande sucesso. A Thays Bueno esteve lá na última semana e conta como é se hospedar no Altar Prainha – ela foi a sortuda que ganhou as 2 diárias que sorteamos entre os membros da Sala de Embarque, nosso canal no Telegram!

Um ano intenso e em suspenso

Como muitas outras pessoas, posso dizer que 2020 foi um ano em suspenso: pandemia, quarentena, incertezas. Ao mesmo tempo foi um ano em que aconteceu muita coisa, pelo menos para mim: um novo emprego, uma bolsa de pesquisa, a perda desse mesmo novo emprego, ter a coragem de começar minha própria papelaria artesanal. É, acho que apesar de tudo, foi um ano intenso.

O que eu percebi com toda essa intensidade e suspensão é que o mundo, enquanto criação humana, pode facilmente se tornar uma cacofonia; não só de sons, mas de imagens, mensagens e estímulos a todo momento, vindos de todos os lados possíveis. Acho que tudo isso me levou a questionamentos da ordem do mais essencial: onde está o som dos pássaros quando a cidade acorda? Onde está a luz das estrelas quando a cidade dorme? A cidade realmente dorme? Por fim, onde está a magia do silêncio para encontrar respostas internas em um momento em que até o surreal se tornou real?

Eu precisava de uma pausa, um momento de desconexão que durasse mais do que uma hora em cima do meu tapete de yoga. Eu queria me enfiar no mato! Mas a verdade é que eu nem sabia como fazer isso.

A oportunidade perfeita surgiu quando a Além sorteou duas diárias para o Altar: prainha: um lugar lindo e isolado que ia proporcionar o silêncio que há tanto eu procurava. No começo, eu nem acreditei que havia sido sorteada, pois sou a mulher que não ganha nem rifa de quermesse! Mas talvez fosse o universo me dizendo que eu merecia estar naquele lugar após um ano tão intenso.

Como chegar ao Altar Prainha

A melhor forma de chegar ao Altar Prainha é de carro. A casa fica aos pés da Serra da Mantiqueira, a menos de duas horas de São Paulo. Então, passado o furor inicial, era hora de procurar a pessoa perfeita para me acompanhar, pois há alguns anos fiz a escolha de não dirigir e usufruir da minha cidade (São Paulo) de uma outra forma. Acabei chamando a Fernanda, alguém que entende tão bem quanto eu o valor e a magia do silêncio e da contemplação.

 

altar prainha

 

Combinamos data e logística da viagem e estava tudo certo, exceto por um senão: a Fer havia conseguido um novo emprego de última hora e eu achei que quase não conseguiríamos ir. Mas quando as coisas têm que acontecer, elas vão acontecer e nada que alguns telefonemas e conversa não pudessem resolver.

Então, era hora de fazer as malas. Muita gente detesta, mas eu sempre gostei muito desse momento. A Além só deixou a experiência ainda melhor enviando as malas Cabine e Check-in M. Eu ainda não conhecia os produtos pessoalmente, então fui surpreendida pela qualidade do material – tanto o forro quanto o revestimento externo – e pela quantidade de compartimentos para colocar a bagagem, de uma forma que as coisas não fiquem sambando dentro.

 

altar prainha malas
Malas Check-in M e Cabine Areia

A bag extra e o power bank que acompanham o modelo Cabine me salvaram na hora de transportar minha máquina fotográfica e carregar meu celular no meio da estrada. Já na check-in M, aproveitei para colocar uns materiais de desenho. Para mim, não existe viagem sem fazer pelo menos um rascunho.

 

altar prainha

 


Como foi a experiência no Altar

Pegamos a estrada na segunda-feira (16/11) e chegamos no Altar: prainha ao final do dia. O Theo nos recebeu muito bem no rancho de apoio do Altar e de lá seguimos para a prainha. Logo na chegada, já demos de cara com uma vista deslumbrante do pôr do sol, daqueles que você vai querer se lembrar para sempre.

 

altar prainha

 

O Theo foi explicando como a casa toda funcionava e só de olhar, a construção já superou minhas expectativas. Construída em metal e madeira clara, a casa tem um design contemporâneo, mas que não deixa de ser um ambiente aconchegante e confortável. Na realidade, a casa é muito bem montada, com móveis escolhidos a dedo e uma cozinha equipada que nos possibilitou cozinhar nossas próprias refeições e apreciar a cerveja artesanal vendida no rancho de apoio do Altar.

A escolha de LP’s disponíveis – de Pink Floyd a Maria Callas – merece destaque: embalou nossos momentos na cozinha e também de leitura no sofá. Ah, se você curte leitura, há vários livros na prateleira, desde os mais cabeça até os mais levinhos. Um dos mais legais era o Man’s search for meaning, do Viktor Frankl, que eu queria ler já há um tempo.

 

 

A prainha da represa é outro ponto alto: a tendinha faz uma sombra perfeita para relaxar sem ficar derretendo embaixo do sol e fica localizada a uma distância razoável da água para que você não tenha que se preocupar com sujar as coisas de areia. Ao mesmo tempo, não é tão distante da água para quem gosta de dar um mergulho. Recomendo apenas que você leve um par de tênis surrados – eles serão os calçados mais convenientes para fazer a curta trilha que leva à prainha.

Coisas da natureza

 

altar prainha

 

Só que estar em meio à natureza também tem as suas peripécias: logo que chegamos, resolvemos descer para a praia da represa e esquecemos as luzes acesas e janelas abertas. Quando voltamos ao anoitecer, eu e Fernanda fomos surpreendidas pelos insetos dentro de casa! Acho que para a Fer foi meio assustador encontrar tantos bichos e bichos tão grandes (risos), mas acho também que estar na natureza é aceitá-la como ela é: aquilo que nos convém e aquilo que também não soa tão conveniente assim.

Apesar disso, creio que a presença dos insetos valeu à pena, pois só nesse contexto é que a gente pôde se lembrar de como o céu, na realidade, é um verdadeiro tapete de estrelas e que os vagalumes existem; quase como se eles fossem os representantes dos astros na Terra. Só nesse contexto é que eu pude perceber que a natureza emite sons diferentes ao amanhecer e ao anoitecer e que há vida mesmo no silêncio!

Nossa estadia terminou na quarta-feira (18/11) cedinho, já com uma vontade de voltar. Estar no Altar: prainha talvez tenha sido uma das experiências mais significativas e necessárias para mim esse ano, uma possibilidade de pausa e reconexão!

 

altar prainha
Altar Prainha

Uma vez fui a uma palestra de um filósofo que fez uma interessante metáfora com a sobrevivência dos vagalumes: estes pequenos insetos só podem ser vistos na escuridão, mas o excesso de luzes os ofusca. O que quero dizer com isso é que o excesso de estímulos e deveres da vida contemporânea ofusca importantes elementos que só podemos enxergar à penumbra, que só podemos perceber quando temos a oportunidade de nos desconectarmos.

Nesse sentido, o Altar: prainha é o local perfeito para nos reconectarmos com aquilo que realmente importa.

 

Saiba mais aqui: Altar, casa com prainha de água doce privativa

 

Altar prainha
Altar flutuante vista do Altar Prainha

Sobre a viajante:

thays bueno altar prainhaThays Bueno Murrace. Nascida na São Paulo de meados da década de 90, sou meio millenial, meio geração Z.

Sou historiadora e educadora de formação. Apaixonada por aquarela, também sigo o sonho de construir uma papelaria artesanal (@yonseistudio). Sou a pessoa que odeia acordar cedo, mas ama os sons dos passarinhos pela manhã. Gosto também de escutar as histórias que as pessoas têm a contar, acredito que elas são o nosso ponto de conexão com os outros e com nós mesmos.

Para mim, viajar é mais do que relaxar e conhecer novos lugares ou culturas. Viajar também é sinônimo de conhecer novas pessoas, outras possibilidades de vida, de fazer novas amizades, de ter insights. Viajar é conhecer e poder fazer novas histórias, incluindo aquelas que parecem de novela.

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