Destinos no Brasil para quem ama viagem e arquitetura

 

Em tempos de pandemia, em que passear e frequentar lugares públicos é complicado, você pode conhecer a história e a cultura de cidades através de sua arquitetura – ou seja, da janela do carro. O estilo dos monumentos, prédios, casas e bairros diz muito sobre o lugar visitado. A seguir, reunimos destinos no Brasil para quem ama viagem e arquitetura.

 

Belo Horizonte (MG)

 

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Foto: Nathalia Segato

O conjunto arquitetônico da Pampulha, às margens da lagoa de mesmo nome, foi projetado por Oscar Niemeyer com o intuito de modernizar a capital mineira em 1943. Além dos espaços culturais Museu de Arte da Pampulha e Casa do Baile, a área também contempla o principal cartão-postal da cidade: a igreja de São Francisco de Assis.

Seus 14 painéis de azulejo são de autoria do pintor Cândido Portinari e cercados por jardins do paisagista Burle Marx. Ainda no bairro da Pampulha, a cerca de 3km da lagoa, está o Estádio do Mineirão – sua esplanada é um ótimo lugar para ver o pôr do sol na cidade.

 

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São Paulo (SP)

 

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Foto: Guilherme Cunha

A Avenida Paulista tem como seu principal ícone arquitetônico o MASP modernista de Lina Bo Bardi, um dos principais pontos turísticos da cidade. Mas é o centro histórico de SP que está passando por grandes reformas nos últimos anos, especialmente na região do Vale do Anhangabaú.

Ali estão construções marcantes para a história da cidade, como o Teatro Municipal, os edifícios Mirante do Vale, Sampaio Moreira (o primeiro “arranha-céu” paulistano) e Martinelli, cercados pelos viadutos do Chá e Santa Ifigênia. Em 2012, foi inaugurada na área a Praça das Artes, espaço cultural que sedia as escolas de dança e música de São Paulo.

 

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Curitiba (PR)

 

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Foto: Bruno Adamo

É impossível falar dos edifícios marcantes de Curitiba sem citar a integração com a natureza: seu principal monumento, o Jardim Botânico, possui uma estufa de vidro que abriga mais de 50 espécies da flora e fauna da Mata Atlântica. Ao redor da estrutura, há um grande jardim com formas geométricas, que foram inspiradas na bandeira da cidade.

Todo o projeto foi inaugurado em 1991 e projetado por Abrão Assad, que também foi responsável pelo Museu Paranaense, Teatro do Paiol, pelas estações de ônibus tubo e as ruas 24 Horas e das Flores. Para os amantes de arquitetura, vale esticar a visita também para o Parque das Pedreiras, onde estão a Ópera de Arame e a Pedreira Paulo Leminski.


Salvador (BA)

 

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Foto: William Freitas

A primeira capital do Brasil reúne construções que foram influenciadas pelas culturas europeia, africana e ameríndia. O Pelourinho, tombado em 1985 como Patrimônio Mundial pela UNESCO, une esta história com seus mais de 800 casarios coloridos e igrejas barrocas.

O bairro é um dos mais importantes para a cultura negra brasileira, afinal, Salvador é a cidade com mais negros no país. Aproveite para subir e descer as ladeiras do “Pelô” para conferir as lojas de artesanato local – com sorte, você ainda esbarra com o Olodum ensaiando pelas ruas.


Goiás (GO)

 

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Foto: Olivia Proença/creative commons/Flickr

No coração do Brasil, a cidade de Goiás – sim, tem o mesmo nome do estado – conserva mais de 90% de seus casarões do barroco-colonial dos séculos 18 e 19 em meio às paisagens naturais. Todo o conjunto arquitetônico e urbanístico da cidade foi tombado pelo Iphan em 1978.

Antes, porém, na década de 1950, o órgão já havia feito um levantamento de importantes monumentos locais, como o Mercado Municipal de Goiás (de 1926, com traços neoclássicos), o Largo do Chafariz (1778) e a Igreja da Boa Morte (1779).

 


Recife (PE)

 

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O centro histórico da capital pernambucana, com arquitetura formada principalmente pelas antigas colônias de holandeses e portugueses, é conhecido como “Recife Antigo”. Um marco para a região é a rua do Bom Jesus, a mais antiga da cidade, repleta de casarões coloridos do século 15 e grandes palmeiras. A via era conhecida como “rua dos judeus”, pois é nela em que está a primeira sinagoga das Américas, chamada Kahal Zur Israel.

Não podem faltar no seu roteiro também, é claro, o Marco Zero e a rua da Aurora (às margens do rio Capibaribe), e o Cais do Porto, de onde é possível avistar o Parque das Esculturas do artista Francisco Brennand.


São Luís (MA)

 

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Foto: Sébastien Goldberg

O planejamento original da cidade, que foi fundada por franceses e ocupada por holandeses e portugueses, se mantém. O conjunto arquitetônico do final do século 17 possui mais de 3.500 casarões coloniais, sendo que vários deles continuam conservados, com suas fachadas de sobrados com azulejos intactos.

Não deixe de conhecer a Catedral de São Luís (conhecida como Igreja da Sé): sua primeira construção foi iniciada em 1619, sendo a principal obra do barroco maranhense.

 

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Petrópolis (RJ)

 

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Foto: Mauro Lima

A Cidade Imperial fica a cerca de 70 km do Rio e faz com que você se sinta viajando no tempo: a primeira estrada de ferro do Brasil foi inaugurada ali, veja só: especialmente para ligar o Porto de Mauá à primeira cervejaria do país.

D. Pedro I escolheu a cidade para construir palácios e receber visitantes europeus, que não estavam acostumados ao clima do Rio e encontravam alívio na serra que cerca Petrópolis. Não à toa, o lugar tornou-se um dos destinos de inverno preferido dos cariocas e fluminenses.

Não deixe de visitar: a Casa da Princesa Isabel, a Catedral de São Pedro de Alcântara, os palácios Amarelo e de Cristal e o Teatro Municipal.

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