#FuiAlém: Alexandre Makhlouf em Belo Horizonte

O jornalista paulistano Alexandre Makhlouf* passou o ano novo em Inhotim mas se hospedou em Belo Horizonte e aproveitou para explorar a capital mineira. A seguir, ele conta o que mais gostou de fazer lá:

Mercado Novo

O que fazer em Belo Horizonte

O prédio existe desde a década de 60, mas só há alguns poucos anos começou a ser revitalizado e, hoje, acho que é um dos programas mais legais para fazer em Belo Horizonte. Lá dentro, tem de tudo: cervejarias, restaurantes, galeria de arte, sorveteria, cachaçaria e, claro, algumas lojas e gráficas antigas, que funcionam há décadas dentro do mercado. A Cervejaria Viela foi uma das primeiras a abrir as portas por lá e vende rótulos artesanais produzidos em BH mesmo.

Ali, na frente da Viela, tem a Cozinha Tupis, dos mesmos donos. Eles servem clássicos mineiros, como torta de galinha d’angola e sopa de pão (os preços variam de R$ 9 a R$ 45). Vale dar uma passadinha na Cachaçaria Lamparina também para experimentar diversas cachaças artesanais e drinks muito bem feitos a preços acessíveis.

Onde: Av. Olegário Maciel, 742 – Centro.


Mercado Central

Bem pertinho do Mercado Novo, ele é o equivalente mineiro ao Mercadão que a gente, paulistano, conhece bem. É uma ótima opção para comprar um queijo delícia pra levar para casa e aquele potinho de doce de leite para sua mãe ter certeza que você não esqueceu dela durante a estadia em BH. Além disso, têm vários restaurantes bons lá dentro, como o Casa Cheia, que serve comida típica muito bem feita. Tudo em Minas tem muita carne de porco, mas eles oferecem, inclusive, versões sem carne, como o Mexidoido Vegetariano. De fim de semana, os lugares são disputados, então chegue cedo ou com paciência para esperar!

Onde: Av. Augusto de Lima, 744 – Centro.


Juramento 202

O que fazer em Belo Horizonte

Dos mesmos donos da Cervejaria Viela, no Mercado Novo, esse foi o primeiro bar deles e tem um esquema parecido. São dez torneiras na parede que servem, em sua maioria, cervejas produzidas artesanalmente em Minas – mas uma delas serve Xeque-Mate, bebida alcóolica à base de rum e chá mate que é maravilhosa. Tudo que sai das torneiras custa R$ 9, ou uma ficha, já que tudo aqui é tabelado dessa forma. Eles também servem ótimos pastéis produzidos em um boteco ali perto e montam tábuas de embutidos, queijos artesanais, tomates confitados, azeitonas e o que mais estiver disponível no dia.

O que fazer em Belo Horizonte
Bebendo Xeque-Mate na chuva

Onde: R. Juramento, 202 – Pompéia.


Circuito Liberdade

O lugar, por si só, vale o passeio. É uma praça linda bem na região central da cidade. Os prédios históricos que a rodeiam costumavam ser sede de diversos órgãos governamentais, mas agora abrigam museus como o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – da última vez que estive lá, pude ver a exposição do Man Ray, que recomendo demais para quem curte fotografia –, o Memorial Minas Gerais e a Casa de Cultura Fiat, entre outros. No total, são 15 espaços culturais. E, se depois das visitas bater uma fominha, recomendo experimentar o pão de queijo do café do Memorial ou, então, sentar para almoçar no Café com Letras, restaurante que tem uma unidade dentro do CCBB.

Onde: Av. Bias Fortes, 50 – Lourdes.


Pão de Queijaria

O que fazer em Belo Horizonte

Ok, talvez seja o lugar mais paulista de toda BH – no quesito “a maioria dos frequentadores deve ser turista”. Mas, como o nome já diz, é um lugar onde o pão de queijo é protagonista e você pode experimentá-lo de diversas formas. Ele pode vir recheado com hambúrguer, pernil (foto), doce leite ou queijo com goiabada, entre outras opções. Outro destaque do cardápio é a caipirinha que leva café espresso na receita, bem refrescante. Ou seja: é daqueles programas tem que fazer em Belo Horizonte.

[Foto: Reprodução/Instagram]

Onde: R. Antônio de Albuquerque, 856 – Savassi. 


Sobre o viajante:

Alexandre Makhlouf

*Alexandre Makhlouf. Gosto de escrever, de fotografar as coisas que eu faço e, principalmente, de conhecer coisas novas enquanto faço tudo isso. Fui editor da revista GOL e, hoje, faço a parte online da Trip e da Tpm. Registro (quase) tudo que eu faço no Instagram (@alemakhlouf) e falo umas (várias) besteiras no Twitter (@alemakhlouf).

Para mim, viajar bem é ter a oportunidade de viver uma vida local quando estamos fora da nossa cidade. Reservar um tempo para andar pelo bairro que a gente escolheu, visitar os lugares menos turísticos para entender quem mora lá e experimentar o cotidiano da cidade.


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