Na natureza selvagem: as piscinas naturais da Guatemala

O fotógrafo carioca Ricardo Braz* passou 15 dias na Guatemala em março de 2019 e já contou para o guia além sobre os vulcões que encontrou por lá. Agora, ele fala sobre as piscinas naturais do país.

“Caso tenha mais de uma semana na Guatemala (recomendo de 10 a 15 dias), não deixe de visitar as famosas piscinas naturais de Semuc Champey e as ruínas mayas de Tikal, que estão entre as maiores e mais preservadas do mundo.

Chegar nesses lugares não é uma tarefa fácil: para Lanquin, vilarejo mais próximo das piscinas, a viagem durará pelo menos 7 horas se optar por um transfer e 10 horas com transporte público (e isso de praticamente qualquer lugar que você estiver). Porém, não se intimide com o tempo, pois a longa viagem valerá a pena.

É possível se hospedar em Lanquin, onde existem mais opções de hotéis e restaurantes, ou próximo às piscinas de Semuc Champey, localizadas a 30 minutos de 4×4 do vilarejo. Pela minha experiência, aconselho ficar mais perto das piscinas, pois te dará mais flexibilidade para visitá-las (provavelmente o seu hotel arranjará o transfer de cortesia). Caso contrário, terá de fazer a viagem no dia seguinte para ir e voltar do parque.

As piscinas em si não são muito grandes – são poucas as áreas abertas para o público. O caminho recomendado é subir para o miradouro primeiro para ter a primeira vista geral do parque e depois descer para as cataratas para se refrescar. Um dia é suficiente para explorar tudo, mas se quiser ter um tempo de descanso, aqui será o lugar perfeito. O parque é rodeado de montanhas e florestas, então são diversas oportunidades de passeios. Tirolesas, “tubing” (descer o rio com uma boia) e “caving” (entrar numa caverna alagada somente com uma vela) são algumas delas.

piscinas naturais na guatemala

Já as ruínas de Tikal são o sonho de todo apaixonado por história. Similares à Chichen Itza e Macchu Picchu, o parque é patrimônio da UNESCO e atrai milhares de turistas durante o ano inteiro.

Construído por volta de 900AC, a cidade já foi a maior e mais poderosa do império Maia, sendo um importante centro comercial e religioso e casa de 100.000 maias. Localizada no meio de uma densa floresta, é possível ouvir e ver macacos, pássaros, pavões e, com muita sorte, um jaguar. A cidade foi abandonada por razões ainda desconhecidas, mas fome, guerras, superpopulação e escassez de recursos naturais são algumas das hipóteses.

Um dia é suficiente para visitar o parque e existem passeios guiados saindo de Flores, localizada a 2 horas das ruínas e principal hub dos viajantes no norte do país. A cidade, que é na verdade uma pequena ilha no meio do lago Peten Itza, é charmosa e agradável para passar alguns dias e conta com diversas atrações além de Tikal, como o famoso Jorge’s Swing, um ótimo lugar para relaxar, e passeios de barco pelo lago.

Vale a pena!”


*Ricardo Braz, 24 anos, carioca, é fotógrafo e adora registrar suas viagens pelo mundo, principalmente para destinos mais exóticos. Já visitou 62 países nos 5 continentes e conta com algumas grandes aventuras na bagagem, incluindo trilha ao Acampamento Base do Everest no Nepal, mergulho com arraias e tubarões nas Maldivas, noite em yurts no Quirguistão e caminhada na beira da Porta do Inferno do Turcomenistão. 

“Uma boa viagem é aquela que me desafia e que me torna uma pessoa melhor de alguma maneira. É aquela que ensina algo a todo momento, seja em relação a novas culturas, pessoas, comidas ou ambientes.”

_VÁ ALÉM_

Melhor época para ir: Para aproveitar o visual e a beleza das montanhas e vulcões, o ideal é ir entre novembro e fevereiro, meses ensolarados e com pouca precipitação de chuva. Em geral, a temperatura média na Cidade da Guatemala é de 20 graus. De junho a outubro costuma chover com frequência, principalmente em setembro, mas não se preocupe que o volume não é grande. De novembro a maio o clima é mais seco. Curte calor? Então vá em abril, que é o mês mais quente.

Como chegar: Não há voos diretos que conectam o Brasil e a Guatemala, mas é possível viajar para lá saindo das principais cidades nacionais com companhias aéreas como a Copa Airlines fazendo conexão em outros países. O principal aeroporto da região é o Aeroporto Internacional La Aurora (GUA), na Cidade da Guatemala. De lá, há transfers terrestres para Antigua que fazem o trajeto em cerca de 1 hora – muitos hotéis oferecem este serviço. Para visitar Tikal, há vôos que saem da Cidade da Guatemala com destino à Flores.

Como se locomover: Ônibus de linha atravessam a região, mas não são muito confortáveis – além de cheios. Hotéis e agências de turismo oferecem o serviço de shuttle, que acaba sendo a melhor opção para turistas.

Visto: Não é necessário, apenas o passaporte dentro da validade.

Moeda local: É o Quetzal (até o fechamento deste post, em setembro de 2019, o câmbio estava 1 Quetzal = R$ 0.54).

O que não pode faltar na mala: Tênis, roupas confortáveis para fazer trilhas e passear pela natureza, capas de chuva e um casaco para as noites frias. Leve hidratante para a pele, pois o clima é um pouco seco, garrafa térmica de água, protetor solar e boné.

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