Rio de Janeiro além do Rock in Rio: dicas do que fazer na cidade fora o festival

É mês de rock, bebê! Mas nem só de música vive o Rio de Janeiro em época de Rock in Rio

Se você se programou para estar no Rio de Janeiro nos finais de semana dos dias 27 de setembro e 3 de outubro, é provável que tenha um motivo: curtir os shows do Rock in Rio. O festival, que já está em sua oitava edição, costuma levar um público e tanto para a zona oeste da cidade – só em 2017, segundo a organização do evento, cerca de 700 mil pessoas marcaram presença, sendo 400 mil turistas.

Enquanto o agito intenso parece um sonho para os mais empolgados, há quem não consiga nem imaginar a possibilidade de passar tanto tempo no meio da galera. Um dia de festival até vai, mas dois? Cinco? Sem chances. Caso você seja um desses, não se preocupe: nem só de música vive a cidade nessa época.

A seguir, algumas dicas do que fazer no Rio além do festival. Anota aí!

Ver e ser visto no Bar do JANEIRO

O que fazer no Rio de Janeiro - Bar do Janeiro
Foto: Divulgação

O Bar do JANEIRO fica no hotel homônimo inaugurado em setembro do ano passado por Oskar Metsavaht, fundador da Osklen. O local, velho conhecido dos cariocas – ali funcionava antes o Bar d´hotel e depois o Bar do Lado –, é uma boa pedida para ver e ser visto e curtir alguns drinks a 50 metros da Praia do Leblon. Entre os destaques, o Daiquiri, que leva rum, limão, açúcar e um sabor de caramelo salgado; e o Alcaparra dry, versão do dry martíni com calda de alcaparra e uma própria alcaparra no lugar das azeitonas. Bateu a fome? Tudo bem, a casa também manda bem em pratos da culinária japonesa.

Endereço: Av. Delfim Moreira 696, térreo, Leblon | Bar do JANEIRO


Beber uns drinks no despojado Quartinho

O que fazer no Rio de Janeiro - Bar Quartinho
Foto: Facebook Quartinho Bar

Uma das novidades do ano na noite carioca, o Quartinho Bar, fundado pelo artista Jonas Aisengart em parceria com Edu Mendes, proprietário do Café 18 do Forte, fica em Botafogo e tem provavelmente o balcão mais disputado do Rio de Janeiro. Como o nome indica, o espaço é pequeno, sim, mas tem seu charme. A carta de drinks é, por si só, uma atração: vale a pena experimentar o polioamor na polinésia, mistura de rum de três e de sete anos, sucos de laranja e limão, lichia, xarope orgeat e gengibre.

Endereço: Rua Arnaldo Quintela 124, Botafogo | Quartinho Bar


Subir o Morro Dois Irmãos

Quer passar um tempinho em meio a natureza? Faça a trilha do Morro Dois Irmãos. O trajeto começa dentro do Vidigal, no campo de futebol na Vila Olímpica (dá para pegar um moto-taxi na entrada da comunidade que te leva até lá a R$ 10), e são cerca de 1,5 km de subida percorridos em mais ou menos 45 minutos.

Por que vale a pena? Simples: é uma trilha relativamente tranquila, daquelas que você não precisa ser experiente para aproveitar; lá do alto a vista da cidade é absurda – você vê a zona sul quase inteira e parte da zona oeste; e é de graça! Importante: vá acompanhado de quem conhece o caminho para curtir o programa sem perrengues, ou contrate um guia turístico.

O que fazer no Rio de Janeiro - Trilha Morro Dois Irmãos  O que fazer no Rio de Janeiro - Morro Dois Irmãos

Endereço: Av. Niemeyer, Campo de Futebol na Vila Olímpica do Vidigal. 


Pegar uma praia mais roots

Se você já estiver hospedado pela zona oeste por conta do festival, vale explorar a região. De cara já vai sentir uma diferença: passando o Posto 12 do Recreio (também conhecido como o Pontal da música do Tim Maia), as praias de lá são bem mais rústicas. Além de menores, também não têm tanta infraestrutura, mas beleza não falta.

Favorita dos surfistas, a Prainha tem uma faixa de areia de apenas 700 metros de extensão e ondas que chegam a 1,5 metros. Se você surfa, aproveite os dois cantos da praia, onde quebram direitas e esquerdas com excelente formação. Se o seu lance for tomar um sol, abra a canga e aproveite – mas chegue cedo. Por lá, nada de prédios, só mata. Não deixe de experimentar o sanduíche natural e o açaí do Mirante da Prainha. Outra dica: o pôr do sol de lá também é lindo.

O que fazer no Rio de Janeiro - Prainha, zona oeste
Foto: Pedro Kirilos | Riotur

Endereço: Final do Recreio dos Bandeirantes. Avenida Estado da Guanabara, – Recreio dos Bandeirantes. 


Curtir um pouco de arte

A cena artística do Rio está bombando. A cidade conta com vários museus e centros de exposição que valem a visita. Algumas mostras que estarão rolando na época do festival:

O que fazer no Rio de Janeiro - IMS
Foto: Roberto Polidori / Acervo IMS

Ai Weiwei – Raiz: Com curadoria de Marcelo Dantas, esta é a maior exposição já realizada do artista plástico chinês Ai Weiwei. Até 04/11 no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB). Entrada gratuita. Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro | culturabancodobrasil.com.br/portal/ai-wei-wei-raiz/

Claudia Andujar – A luta Yanomami: São cerca de 200 imagens tiradas entre 1971 e 1977 por Claudia Andujar na região do Catrimani, em Roraima. O foco são os Yanomami, indígenas ameaçados de extinção. A partir de dezembro, a exposição estará na Fondation Cartier, em Paris. Até 10/11 no Instituto Moreira Salles (IMS Rio). Entrada gratuita. Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea | ims.com.br/exposicao/claudia-andujar-a-luta-yanomami-ims-rio/

Pratodomundo – Comida para 10 bilhões: A mostra, em cartaz no Museu do Amanhã, levanta um questionamento essencial para o futuro da humanidade: como alimentar, na década de 2050, uma população de 10 bilhões de pessoas com qualidade nutricional, diversidade de produção e sustentabilidade? Até 20/10. A partir de R$ 20. Endereço: Praça Mauá, 1, Centro | museudoamanha.org.br

 

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