Se eu fosse você, não perdia: Monti, o bairro moderno de Roma

É difícil pensar em Roma sem relacioná-la ao passado. Todos os anos, cerca de 9 milhões de pessoas desembarcam no destino para ver de perto ícones da história como o Coliseu e o Vaticano. O que pouca gente sabe, porém, é que a cidade italiana também tem um lado que, definitivamente, não parou no tempo.

Basta chegar ao bairro de Monti, a 2 quilômetros do centro, para comprovar. A região, que há alguns anos era considerada mal frequentada, agora é uma das queridinhas de romanos e estrangeiros.

A arquitetura segue a mesma linha do resto de Roma, com prédios antigos, desgastados e baixinhos, mas o clima é outro. As excursões lideradas por guias e as lojas de souvenir, tão comuns em outras regiões, dão lugar a jovens modernos, na maioria moradores, brechós descolados — onde se encontram peças de marcas italianas como Moschino com preços a partir de 30 euros –, pequenas galerias de arte, bares e restaurantes.

Vale a pena reservar um dia para explorar tudo o que o bairro oferece e olhar, sem pressa, as vitrines das pequenas lojas. Em Monti, você não vai encontrar grandes redes de fast fashion ou marcas sofisticadas como Prada e Louis Vuitton — elas estão todas na Via del Corso. O forte são os designers e estilistas independentes.

Ah, mas não se preocupe se quiser fazer o pacote completo do turista em Roma. Apesar de passar longe da muvuca de turistas, Monti fica próximo de algumas atrações famosas. Basta entrar na Via dei Serpenti, uma das principais da região, para dar de cara com o Coliseu.

Não deixe de ir:

Mercato Monti, que reúne produtores e criativos locais. Fazem sucesso óculos de madeira, roupas de linho, luminárias e acessórios como colares e anéis. Acontece aos finais de semana. Endereço: Via Leonina, 46.

Fabio Piccioni, joalheria vintage que também transforma joias antigas em objetos de decoração. Endereço: Via del Boschetto, 77.

Urbana 47, restaurante que criou uma releitura do Cacio e Pepe, um dos pratos mais tradicionais de Roma. Além do queijo e da pimenta, a massa leva camarões. Endereço: Via Urbana, 47.

Aromaticus, restaurante com opções saudáveis e vegetarianas. Os ingredientes frescos são adquiridos de produtores locais. Endereço: Via Urbana 134.

Trattoria il Tettarello, restaurante que serve, entre outros pratos, pizzas com massa fina. Prepare-se para encontrar uma fila de espera à noite. Endereço: Via dei Capocci, 4.

Rigodritto, atelier de móveis e objetos de decoração retrô feitos principalmente com madeira pelos irmãos Giusti. Entre os destaques, luminárias e utensílios de cozinha. Endereço: Via Urbana, 118.

Salita dei Borgia, escadaria que leva à Basílica de San Pietro in Vincoli, aquela com a famosa estátua do Moisés de Michelangelo.

_VÁ ALÉM_

Melhor época para ir: A primavera e o outono, isto é, nos meses de março, abril, maio, setembro, outubro e novembro são os mais tranquilos na cidade. Vai ter turista? Claro, sempre tem, mas bem menos que na alta temporada (verão) e com um clima muito mais agradável (entre 12 e 27 graus). No verão europeu (julho e agosto), além de extremamente quente (prepare-se para 42 graus com sensação de 50), você irá basicamente encontrar só estrangeiros, porque os romanos fogem para o litoral. Se curte um friozinho, o inverno não é rigoroso como outras regiões da Europa (entre 3 e 15 graus, mas com ventos fortes).

Como chegar: Do Brasil, apenas as companhias Latam e Alitalia oferecem voos diretos saindo de São Paulo (GRU) para Roma (FCO). São pouco mais de 11 horas de viagem. As demais companhias, como KLM, Air France e TAP vendem voos com conexão em seus países de origem (no caso, Holanda, França e Portugal, respectivamente).

Como se locomover: Roma conta com metrô e ônibus a € 1,50 o bilhete e, se você estiver hospedado no centro, conseguirá usar bem. A boa notícia é que as principais atrações são relativamente próximas umas das outras e é uma delícia explorar as vielas romanas caminhando. Aplicativos como Uber funcionam bem na cidade, mas para carro particular o taxi ainda é a melhor opção. Importante: já vá sabendo que o trânsito é caótico e barulhento. Ah, e quando em Roma…ande de scooter! O veículo típico italiano está aos montes na cidade e tem até aplicativo para chamar uma moto e passear na garupa, o Scooterino.

O que não pode faltar na mala: Roma é daqueles destinos em que a gente quase não fica no hotel. O bom é bater perna, então leve sapatos confortáveis sempre. Roupas leves na primavera e um ou outro casaco para o entardecer do outono. No verão, aposte no mais leve possível: bermuda, shorts, saias e blusas. Ah, um leque é mais do que necessário – ainda há muitos lugares e até carros sem ar-condicionado.

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