Os aplicativos e gadgets que não faltam nas viagens de Henrique Martin

Autor da newsletter Interfaces, o jornalista de tecnologia Henrique Martin* contou para a gente quais são seus aplicativos favoritos e o que nunca esquece de colocar na mochila de viagem.

 

Toda viagem que faço, a maioria a trabalho-com-um-tempinho-para-passear, estou com a mochila cheia de gadgets. Além dos clássicos notebook, cabos e carregadores, levo um monte de outras coisas também. A câmera digital é opcional – hoje o smartphone do dia (pode ser um iPhone 11, Huawei P30 Pro ou Samsung Galaxy Note 9) substitui muito bem a velha e boa câmera. Abaixo, meus itens tecnológicos essenciais para viajar.

Fones de ouvido com cancelamento de ruído:

São essenciais para ouvir música e se isolar do ruído excessivo de um avião – ou até mesmo do ambiente ao seu redor. Hoje eu tenho dois fones, um com fios (um modelo que já saiu de linha da Sony, mas funciona muito bem) e um sem fios, o Beats Studio3 Wireless.

Entretenimento:

Spotify Premium, que permite baixar músicas no smartphone e ouvir offline no avião – usando o fone com cancelamento de ruído, claro. E séries do Netflix que não tive tempo de ver ainda, também com download no celular.

Bateria externa:

Nem todo avião ou sala de espera de aeroporto tem tomadas disponíveis para recarregar o smartphone. Tenho dois modelos de powerbank que escolho dependendo da duração da viagem: um com cabos da Anker de 20.000 mAH (que permite várias recargas em um smartphone) e um da Samsung de 10.000 mAH (e que deixa eu usar carregamento sem fios no smartphone). E não esqueça o adaptador de tomadas para ligar seus gadgets na tomada em qualquer lugar do mundo.

Leitor de eBooks:

Sou daqueles que entra no avião, dorme antes da decolagem e perde o jantar em voo noturno. Mas gosto de deixar um Kindle Paperwhite na mochila sempre por perto, como garantia.

Os apps básicos:

Nos Estados Unidos, gosto do Lyft para transporte: o app está todo em português e sempre recebo promoções para usar. Caso contrário, Uber. Também tenho Google Mapas e Google Tradutor sempre instalados, além do app da companhia que vou voar naquele dia – o da Delta, que é a minha próxima viagem, é melhor que o próprio site da empresa.

TripCase: é um app que guarda todas as informações sobre sua viagem. Uso a versão gratuita, que me atende bem: basta encaminhar reservas de voo por e-mail que ele monta o itinerário sozinho – é possível inserir informações avulsas também, como reservas de hotel. Mostra mapas de assentos (do avião todo), traz atalhos de contatos das companhias aéreas e ajuda a encontrar voos alternativos, caso dê algum problema (nunca precisei usar isso, mas é um bom argumento para mostrar caso digam que não tem voo saindo para aquele lugar X naquele dia específico).
Gostava muito do Google Trips, que dava dicas do destino e servia de histórico de viagens, mas ele saiu do ar.

Se você for para a China: instale uma VPN para poder usar redes sociais e acessar seu Gmail. Gosto da VPN Express, da Proton VPN e da Tunnel Bear (todos com versões pagas), mas se você tem Android, use o Samsung Max (que funciona em qualquer aparelho com o sistema e é de graça). Vale a dica do serviço 3GSolutions, que vende SIM cards pré-pagos e entrega direto no seu hotel, sem que você precise sair procurando uma operadora que venda um chip pré-pago em um idioma que você não entende. É um pouco caro, mas garante conectividade o tempo todo por lá.

Se você vai para os Estados Unidos: compre um SIM card da T-Mobile ou AT&T na Amazon e mande entregar no hotel. Depois, só ativar e pagar com cartão de crédito. Os iPhones mais novos são compatíveis com o novo padrão eSim (que é digital), e a T-Mobile permite instalar um eSim pré-pago já no Brasil para começar a usar saindo do avião.


Sobre o viajante:

*Henrique Martin é jornalista especializado em tecnologia e escreve toda semana a newsletter Interfaces e quase todo dia no ZTOP, seu blog de gadgets.

“Viajar bem, para mim, é, antes de embarcar, planejar voos, hospedagem e pensar se vale ir naquele ponto turístico lotado de gente. Depois de chegar ao destino, reservar um tempo para se perder nas cidades e conhecer locais inesperados e diferentes.”

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