7 dicas de como se preparar para uma viagem pela Ásia sozinha, por Joanna Saldanha

Viajar exige um certo planejamento, principalmente para quem, assim como eu, está se preparando para uma viagem de um mês e meio na Ásia sozinha (!). Em fevereiro, embarco para uma temporada na Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã, e aqui vão umas dicas que têm me ajudado e podem te ajudar também:

Período da sua viagem

Viajar para o sudeste asiático é montar um quebra-cabeça. Se você está saindo do Brasil, menos de duas semanas é pouco tempo para explorar o lado de lá do mundo. Só em deslocamento dá, no mínimo, 24 horas na ida e na volta. Sem contar que com o fuso horário se perde alguns dias, é inevitável.

A época da viagem também é fundamental. O maior erro que se pode cometer é ir na época errada. Período chuvoso em Bali, pode ser seco na Tailândia, neblina no Vietnã… Resumindo: estude bem o clima!

Itinerário

Montar o roteiro é outro desafio. Não vai dar tempo de ver tudo, aceita que dói menos. Não existe receita certa, mas, sinceramente, não acho que vale ficar menos de três noites em cada lugar. Mate seus desejos e curiosidades de infância, se pergunte por que você quer ir a determinado lugar, se dê um descanso, afinal, você está de férias.

Dia de deslocamento é dia perdido, não adianta. Os voos não são pontuais, principalmente nos países mais pobres, como o Laos. E viagens de barco, trem, van e ônibus sempre são mais longas que o previsto né.

Não esqueça de conferir as datas comemorativas. O Ano Novo Chinês também é comemorado no Vietnã, o Festival das Luzes em Chiang Mai (Tailândia) também lota a cidade, o Ano Novo Balinês é em março, e por aí vai…

Hospedagens

A hospedagem no sudeste asiático, de maneira geral, é bem barata. Por isso, vale a pena pesquisar bastante, ler reviews e blogs para fazer as suas escolhas. Cheguei a reservar dois hotéis no mesmo lugar – com cancelamento grátis – só para garantir e escolher depois. E, não se engane, qualquer hotel na Tailândia é chamado de resort.

Para quem vai sozinha, como é o meu caso, é legal revezar entre hotéis e albergues, quartos coletivos e individuais, até para economizar.


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Pré-roteiro

Viajar sem nenhuma flexibilidade é ruim, mas alguns programas precisam de uma reserva prévio. Quer conhecer os santuários de elefantes? São poucos os que realmente trabalham de uma maneira correta, então já reserve o seu com antecedência. Alguns restaurantes mais disputados também merecem uma reserva prévia para você não mofar na fila.

Passeios como Halong Bay e Nihn Bihn, no Vietnã, além de aulas de culinária, que não precisam marcar antes, eu também pesquiso para ter uma ideia de grandeza de valor. Mas lembre-se que a ordem do dia na Ásia é pechinchar.

Vistos e vacinas

Cada país tem a sua particularidade. A Tailândia não precisa de visto, Laos você paga na hora, Vietnã você precisa uma carta convite. Quase todos precisam do certificado internacional de vacina da febre amarela, que precisa ser tomada dez dias antes da viagem.

Cultura e história locais

Para fazer um aquecimento para a viagem, me preparei com livros, filmes e documentários sobre os destinos. Confesso que sabia muito pouco sobre o regime do Khmer Vermelho, no Camboja, por exemplo. E o filme “Primeiro, mataram meu pai” (do livro com o mesmo nome) me deu um contexto melhor. Assim como o documentário “Corações e Mentes” sobre a Guerra do Vietnã.

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Últimos preparativos

Independente se viajo sozinha ou com 10 amigos, sempre deixo o meu roteiro, com voos e hospedagens, com alguém no Brasil. A gente nunca sabe quando vai precisar. E falando em se prevenir, o seguro na Ásia não é obrigatório, mas é recomendado!

Viaje leve, lembre que nem todos os voos têm bagagens despachadas, ou tem um limite restrito. E ninguém merece viajar de barco com uma mala gigante.

No mais, relaxe e aproveite. Alguma coisa vai dar errado, algum piriri vai acontecer, algum imprevisto vai rolar…


Sobre a viajante:

*Joanna Saldanha. Sou publicitária e RP. Caí no turismo sem querer e nunca mais saí. Estou sempre pensando na próxima viagem, com milhões de planilhas prontas e também escrevo no Ideias na Mala.

Viajar bem, para mim, é voltar com história para contar. É se permitir a ir além enxergar fora da nossa casa.


 

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